Lauro de Freitas, 18 de maio de 2012

Cultura    
Discriminação entre crianças pode ser evitada pela escola com construção de valores éticos
Seg, 14 de Novembro de 2011 14:50
 

Combater a discriminação desde a infância é imprescindível para a construção social do ser humano. Muitas vezes, a família é a responsável, mesmo inconscientemente, pelas atitudes discriminatórias demonstradas pela criança. Portanto, é papel também da escola contribuir na construção do respeito ao próximo e fomentar valores éticos.

Pensando nisto, o Vitória-Régia Centro Educacional, localizado no Cabula, possui um trabalho contínuo de construção de valores em todos os segmentos da instituição. Em celebração ao Dia da Consciência Negra, realizado no dia 20 de novembro, o colégio promoverá a peça “Diversidade Cultural”, no dia 18, voltada aos alunos da educação infantil.

É importante frisar, entretanto, que o combate ao preconceito não deve ser trabalhado de maneira isolada, apenas em datas comemorativas. “Crianças pequenas precisam de mais exemplos do que as próprias aulas. É importante abordar o universo infantil de forma lúdica, propiciando a reflexão da criança sobre si mesma e sobre o outro”, explica a pedagoga especialista em educação infantil do Vitória-Régia, Andréia Politano.

É necessário entender que quanto mais jovens essas crianças receberem essa formação étnica, mais a discriminação racial e o preconceito diminuirão – e a escola, como segunda casa, tem papel imprescindível nessa educação. “A instituição precisa ser um espaço em que a criança aprenda sobre sua cultura, seja valorizada e aprenda a se valorizar, estimulando a sua autoestima e transformando realidades”, afirma Andréia.

História e Cultura Afro-Brasileira no currículo das escolas

A Lei nº 10.639, de 9 de janeiro de 2003, incluiu o dia 20 de novembro no calendário escolar, data em que comemoramos o Dia Nacional da Consciência Negra. A mesma lei também tornou obrigatório o ensino sobre História e Cultura Afro-Brasileira no currículo das escolas.

 “A lei prevê a obrigatoriedade da história da África, a luta dos negros no Brasil, a cultura indígena, entre outros assuntos históricos da nossa civilização. O trabalho sistemático das escolas pode valorizar essas culturas que precisam ser reconhecidas, dada sua importância para a nossa história e independente de datas comemorativas. Desta valorização, espera-se também o resgate e respeito às identidades étnico-raciais e a construção de uma sociedade pluricultural, ou seja, o reconhecimento de si e do outro”, finaliza a pedagoga. 

Sobre a peça “Diversidade Cultural”

O espetáculo teatral retrata Luana, uma criança que abre um baú com objetos antigos e familiares. Dentro dele, há um álbum com fotos de diferentes etnias (negro, índio e branco). Nesse momento, Luana questiona sua mãe sobre essas pessoas, e a mesma explica que são seus familiares antepassados. Luana passa a imaginar como são eles, origem, cultura, identidade, diferenças... Sua imaginação de criança voa e torna-se realidade para os alunos do Vitória-Régia. A peça é uma criação das professoras dos Grupos 3 e 4, que serão as protagonistas da história. Alguns alunos farão participações especiais.

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