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Dirigidos por Carri Costa atores se despedem dos palcos baianos.
Quem tentou assistir a peça “No Ceará é Assim” no seu último dia de apresentação teve que chegar cedo para comprar ingresso. Durante quatro dias, cinco humoristas cearenses agradaram o público baiano, lotando o teatro SESC , Casa do Comércio. Nem as apresentações extras que foram abertas, saciaram o público baiano que veio de várias partes do estado, para ver de perto as performances de Zé Modesto (João Neto) e Lailtinho Brega, Paulo Diógenes (Raimundinha), Augusto Bonequeiro (Boneco Fuleiragem) e Ciro Santos (Virgínia Del Fuego). O espetáculo, que reviveu o cenário de uma feira livre, um ventríloquo, uma ex-vedete de teatro, um galã, uma mulher semi-nua e um fã de música brega proporcionou muitas gargalhadas a uma platéia que interagiu o tempo todo com os humoristas. A montagem, que foi dirigida por Carri Costa, os personagens tentavam vender a platéia produtos de origem duvidosa, com comentários, deboches, sátiras e piadas. Além de terem que lidar com os colegas, os “feirantes” foram interrompidos freqüente e abruptamente pelo rapa. Com jogo de cintura e bom humor fora do comum, modificaram a situação da feira no momento em que descobrem a verdadeira origem do fiscal, um vendedor como eles. A turnê da peça já foi apresentada em algumas das principais capitais do Brasil, com recordes de público em São Paulo, Fortaleza, Brasília. De Salvador o espetáculo segue para Recife e Rio de Janeiro. Não é a toa que o humor cearense se mantém em cartaz há 20 anos. A adaptação aos palcos foi uma das formas que o cearense, bem humorado e talentoso, encontrou para manter a sua arte em evidência. Os artistas aprendem a lidar com o improviso no começo da carreira, quando se apresentam em pizzarias, teatros, bares temáticos e até mesmo barracas de praia, para mais de 1.500 pessoas. Esses lugares já são pontos turísticos obrigatórios para aqueles que visitam Fortaleza, a bela capital do Ceará.
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