Lauro de Freitas, 21 de maio de 2012

Cultura    
Vladimir Brichta se apresenta em Salvador
Qua, 14 de Abril de 2010 17:57
 

O catálogo Brasileiro de Teatro, assinado há 10 anos pela Fred Soares Produções, chega a sua décima edição com uma programação que inclui grandes produções do teatro brasileiro.Para a volta em grande estilo de um projeto genuinamente baiano, um filho Da Terra abre a programação com um espetáculo premiado. "Hamelin", com Vladimir Brichta, é o primeiro espetáculo da edição 2010 do CBA.

As apresentações acontecem nos dias 30/04, 01 e 02/05, no Teatro Jorge Amado, e dão início a programação do Catálogo que já tem na sua agenda, ainda no mês de Maio, as peças "Sopros de Vida", com as atrizes Nathália Timberg e Rosamaria Murtinho, e "Enfim, Nós" com Marjore Estiano e Márcio Melhém.

Release e ficha técnica de Hamelin:

Espetaculo_Hamelin

Hamelin, texto de 2005 do espanhol Juan Mayorga, uma das revelações da dramaturgia contemporânea espanhola, tendo recebido, por esta obra, o prêmio Max de Melhor Autor Teatral. Nesse espetáculo o autor explora o tema da pedofilia para falar, como ele próprio cita, da formação e da deformação da linguagem.

Um jovem juiz está determinado a provar que um importante membro da sociedade abusou sexualmente de uma criança. Na luta para reunir provas, descobre que não é nada fácil encontrar os culpados e distinguir o bem do mal. Com uma atmosfera próxima dos filmes de suspense e através de uma dramaturgia não convencional, Hamelin revela a impotência da sociedade em proteger a inocência das suas crianças e a impossibilidade de se chegar a uma única conclusão quando as palavras são tudo o que se tem para apurar a verdade.

O espetáculo, com direção de André Paes Leme e protagonizado por Vladimir Brichta, foge da tradição ilusória. Segundo André “A cena, desenhada com precisão, é marcada por um forte despojamento aliado a uma densa interpretação”. O jogo entre a narrativa e o drama convoca a imaginação e a memória do espectador. Os atores assumem, além dos seus personagens, a função de comentar a cena, conduzir e questionar o olhar do público. Será que ele diz a verdade? A dúvida não sairá da sua mente.

O jogo é nítido e as suas regras são reveladas para o público desde o início. A cena se desenha apoiada firmemente na interpretação dos atores, na dinâmica das suas marcas e na integração dos espectadores. A interpretação dos atores mantém uma forte carga emocional sem perder, no entanto, o distanciamento necessário para a provocação de um olhar crítico.

Sinopse

Um jovem juiz está determinado a provar que um importante membro da sociedade abusou sexualmente de uma criança. Na luta para reunir provas, descobre que não é nada fácil encontrar os culpados e distinguir o bem do mal. Com uma atmosfera próxima dos filmes de suspense e através de uma dramaturgia não convencional, Hamelin revela a impotência da sociedade em proteger a inocência das suas crianças e a impossibilidade de se chegar a uma única conclusão quando as palavras são tudo o que se tem para apurar a verdade. Texto de Juan Mayorga, direção de André Paes Leme, com Vladimir Brichta, Cláudia Ventura, Patrícia Simões, Alexandre Dantas, Alexandre Mello e Oscar Saraiva.

Sobre o autor

Juan Mayorga nasceu em Madrid em 1965. Em 1988 conclui os estudos em Filosofia e Matemática. Prosseguiu os seus estudos em Münster, Berlim e Paris. Em 1997, fez o doutoramento em Filososfia. É professor de Dramaturgia e Filososfia na Real Escuela Superior de Arte Dramática de Madrid. É membro fundador do Grupo de teatro El Astillero. O seu trabalho filosófico mais importante é Recvolución Conservadora y Conservación Revolcionaria. Poítica y Memoria en Walter Benjamin.

Autor, entre outras, das peças: Siete Hombres Buenos, Más Ceniza, O Tradutor de Blumemberg, El Sueño de Ginebra, O Jardim Queimado, Cartas de Amor a Staline, El Gordo y el Flaco, Sonámbulo, Animais Noscturnos, Caminho do Céu, Palabra de Perro, ùltimas Palabras de Copito de Nieve, Job, Primera Noticia de la Catástrofe e El Chico de la Última Fila.

Ainda inéditas no Brasil, as peças de Mayorga já foram representadas na Argentina, Croácia, Espanha, Estados Unidos, Irlanda, Portugal, Reino Unido, Ucrânia e Venezuela.

Na Espanha, por Hamelin, Mayorga recebeu o Prêmio Max de Melhor Autor Teatral em Castelhano de 2005.

Sobre o diretor

Prêmio Shell 2001, categoria especial, indicação pela idealização de Engraçadinha, seus amores e seus pecados; Prêmio Mambembe 1995, um dos cinco melhores espetáculos do ano, Forrobodó, um choro na cidade nova. Em

2007 dirigiu “A Hora e Vez de Augusto Matraga”, indicado em duas categorias ao Premio Shell.

É diretor teatral formado pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO) e conclui o Mestrado em Estudo de Teatro pela Universidade de Lisboa. Possui conhecimentos aprofundados na preparação de atores e nas técnicas de encenação. Já realizou mais de 50 espetáculos, entre peças teatrais, concertos musicais, óperas e eventos comemorativos de relevância cultural. É professor de Interpretação no Centro Universitário da Cidade – RJ, desde 1991, onde implantou o Curso Superior de Artes Dramáticas e foi coordenador geral até Agosto de 2005. Também é professor efetivo do Departamento de Direção Teatral, desde 1998, da UNIRIO. Sua pesquisa cênica explora constantemente o entrelaçamento do drama com o épico e teve início em 1993 com o espetáculo Alcassino e Nicoleta.

 

Seus principais espetáculos foram: “Os Dois Menecmos”, “Alcassino e Nicoleta”, “Forrobodó”, “Baunilha e Trioleto”, “Capital Federal”, “Pequenos Trabalhos para Velhos Palhaços”, “Engraçadinha, seus amores e seus pecados”, “Deus Late?”, “Chega de Sobremesa”, com Stela Freitas e “Um Pelo Outro”, com Vladimir Brichta e Ana Paula Bouças (2002), “Grande Othelo – Êta Moleque Bamba!” (2004), “Uma Última Cena para Lorca”, de Roberto Gerin, (Centro Cultural da Justiça Federal, Rio de Janeiro, 2005); “Jardim das Fábulas, fábulas anônimas” (Centro Cultural Franciscano, Lisboa, 2007); “A Hora e Vez de Augusto Matraga”, de Guimarães Rosa (Teatro SESC Ginástico, Rio de Janeiro, 2007); “Quase amores”, de Cláudia Tages (Centro Cultural Franciscano, Lisboa, 2006); “Candeia, samba na veia”, de Eduardo Riech (Centro Cultural Banco do Brasil, Rio de Janeiro, 2008).

Sobre Vladimir Brichta

Vladimir Brichta tem extensa carreira no teatro, cinema e TV.

Em teatro já trabalhou em 22 espetáculos, tendo alcançado enorme destaque na peça “A Máquina”, de Adriana Falcão, dirigida por João Falcão.

Trabalhou ainda nas peças “A Casa de Eros”, “Um bonde Chamado Desejo”, “Calígula”, “Equus”, “Mamãe não pode saber”, “A hora e a vez de Augusto Matraga” e “Os Produtores”.

No cinema participou dos filmes: “Mulher Invisível”, “Romance”, “Fica Comigo Esta Noite”, “A História de Rosa”, “A Máquina” e “Paisagem de meninos”.

Na TV, ficou conhecido do grande público por inúmeros personagens na TV Globo, tanto nas novelas como nas séries da emissora: “Sob nova direção”, “Belíssima”, “Começar de Novo”, “A Diarista”, “Sexo Frágil”, “Kubanacan”, “Coração de Estudante”, “Porto dos Milagres, e a série onde é protagonista “Faça sua história”.

 
Ficha Técnica
Autor: Juan Mayorga
Tradução: Patrícia Simões e António Gonçalves
Direção: André Paes Leme
Elenco: Vladimir Brichta, Alexandre Mello, Oscar Saraiva, Cláudia Ventura, Patrícia Simões e Alexandre Dantas Assistente de direção: Anderson Aragón
Iluminação: Renato Machado
Cenografia: Carlos Alberto Nunes
Figurino: Luciana Maia
Direção Musical: Lucas Ciavatta
Assessoria de Imprensa: Daniella Cavalcanti Direção de Produção: Cláudia Marques e Andrea Alves Produção Executiva: Leila Moreno
Produção: Fábrica de Eventos e Sarau Agencia de Cultura
 

 

 

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