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Loja de artigos infantis promove o tema na campanha Adote um Sorriso, em dezembro.
Menina, branca, recém-nascida. Esse é o perfil informado em cerca de 70% dos cadastrados para adoção infantil no Juizado da Infância e da Juventude de Salvador. Segundo o juiz da 1ª Vara da Infância e Juventude, Arnaldo José Lemos de Souza, essa postura é motivada pela desinformação que ajuda a manter os mitos e preconceitos relacionados ao processo de adoção. “O ideal da criança perfeita é alimentado por quem vê a adoção como um gesto de caridade, quando se trata de um ato de amor. O filho adotivo tem os mesmos direitos de um filho biológico assegurados por lei”, disse na palestra sobre os Procedimentos legais para adoção e a Nova Lei de Adoção, no lançamento da Campanha Adote um Sorriso, realizada pela loja de artigos infantis Planeta Bebê na última quinta-feira, 10.
A mobilização em prol da adoção segue até o fim de dezembro na loja de artigos infantis localizada no 2º piso do Salvador Shopping. Tanto em Salvador, quanto na unidade do Shopping Riomar, em Aracaju, o público poderá doar latas de leite em pó, roupinhas infantis e brinquedos em bom estado de conservação, que serão revertidos a uma instituição de acolhimento infantil. Além disso, toda a renda proveniente das vendas da água de passar e do aromatizante de ambiente Planeta Bebê será doada para a instituição beneficente escolhida. Durante a ação, o público ainda poderá conferir a Mostra Fotográfica Adote um Sorriso, com registros de famílias que vivenciaram a adoção, em cartaz na loja, até 31 de dezembro.Na abertura da campanha, o jurista Arnaldo de Souza afirmou que as grandes filas de espera para adoção ocorrem devido ao alto nível de exigência para com a criança, que vai desde rejeição àqueles que tenham irmãos, a crianças com idade superior a 5 anos e adolescentes, cor da pele, tipo de cabelo, passando por aspectos físicos e psicológicos. Somado a isso, 80% das crianças institucionalizadas não estão disponíveis para o processo adotivo. “O acolhimento institucional cumpre o papel social de apoio. Quem deseja adotar deve fazer o cadastro no Juizado da Infância. Só o juiz pode determinar se o menor deve ou não ser adotado”, adverte, ressaltando que toda criança tem o direito de crescer em um lar, mas a adoção só é recomendada quando todas as possibilidades de reinserção na família natural estão eliminadas. “É preciso dar uma família para a criança e não o inverso. Por isso, necessitamos conhecer a família em questão, o ambiente familiar, para saber se de fato estão aptos a acolher o menor”, conclui.Quem vivenciou a experiência assegura que não há nada igual. É o que diz o casal de pais adotivos Ana Cristina Paranhos e Manoel Paranhos, que relatou o processo de adoção da pequena Manuela, de oito meses, durante bate-papo com o público no Planeta Bebê. “Apesar do entrave burocrático, estamos vivendo uma experiência maravilhosa. O único momento em que recordamos a adoção de nossa filha é quando as pessoas questionam a diferença de cor da pele”, revela o pai. Para Adailton Silva e Daniela Paraíso a experiência é única. “O medo em relação ao desconhecido faz com que muitas pessoas não consigam enxergar o mais importante, que é o afeto”, revela Adailton, que foi adotado aos sete anos e reproduziu o gesto com o filho David, de um ano e meio. “O abandono infantil é um problema grave e que merece atenção. O nosso objetivo é despertar o interesse da sociedade e propor a discussão da questão”, explica a diretora da loja Planeta Bebê e idealizadora da ação social, Milena Santana. |
Comentários
Gostaria de saber onde fica o Fórum de Lauro de Freitas,que realiza o processo de adoção.Liguei para alguns telefones do fórum e não sabem informar.
Gostaria de saber onde a Ana e Manuel entraram com o processo.
Obrigada,
Erika.