Lauro de Freitas, 24 de maio de 2012

Saúde    
Diagnóstico de câncer tem reforço
Sex, 09 de Abril de 2010 00:10
 

Desde 2003, o câncer é a segunda maior causa de morte no nosso país. De acordo com estimativas do Instituto Nacional do Câncer (INCA), cerca de 490 mil novos casos da doença serão diagnosticados no Brasil em 2010. As projeções para o final desta década são de que cerca de 16 milhões de pessoas terão diagnóstico de câncer, e 12 milhões morrerão em decorrência da doença. Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) apontam que 70% das mortes por câncer ocorrerão em países em desenvolvimento.

Na semana marcada pelo Dia Mundial da Saúde (07/04) e o Dia Mundial de Combate ao Câncer (08/04), a divulgação desses números serve como mais um alerta em relação à necessidade de otimizar os meios de prevenção e de diagnóstico precoce. O oncologista clínico do Hospital São Rafael (HSR) Augusto Mota assegura que, a partir de medidas preventivas, pode-se reduzir o número de casos de câncer. “Com o diagnóstico precoce pode-se aumentar as chances de cura dos cânceres eventualmente diagnosticados. Porém, tanto ele quanto as medidas preventivas dependem, em grande parte, da conscientização da população para o problema do câncer”, afirma Mota. Como principais meios preventivos ao alcance de todos, ele recomenda evitar o fumo, o consumo exagerado de bebidas alcoólicas, e a exposição excessiva e desprotegida aos raios solares, além de desenvolver hábitos alimentares saudáveis.

Métodos revolucionários

A medicina tem feito avanços significativos para o tratamento do câncer, além do desenvolvimento de técnicas revolucionárias para diagnósticos mais precoces e precisos. Os métodos de imagem são um exemplo desta evolução, através do uso de máquinas cada vez mais rápidas e de melhor resolução. O médico Augusto Mota ressalta que o Hospital São Rafael já oferece um dos mais avançados métodos de imagem em todo o mundo, o da Tomografia por Emissão de Pósitrons, ou PET/CT. Seu impacto no tratamento é explicado pela médica do Serviço de Medicina Nuclear do HSR, Adelina Sanches: “O PET/CT permite enxergar o metabolismo celular, reforçado com imagens anatômicas da tomografia computadorizada, possibilitando localizar células cancerosas com exatidão”.

A revolução do exame, segundo ela, se dá porque a substância que é injetada no paciente, na maioria dos casos, é um análogo da glicose, ou seja, do açúcar. Tumores como crescem mais rápido do que tecidos normais precisam “comer” mais, e esse alimento é, muito comumente, glicose. Uma vez o tumor morto, não há porque captar glicose. Isso é uma revolução em imagens médicas, porque estamos traduzindo em exames não invasivos (o paciente toma apenas uma injeção intravenosa) mecanismos celulares. “E essa molécula é apenas o início dessa revolução. Já existem vários outros traçadores, como chamamos em Medicina Nuclear, capazes de detectar outros mecanismos celulares e que são de uso para o PET/CT. É o início do que chamamos hoje em dia de Imagens Moleculares”, conclui ela. O Hospital São Rafael foi o 1º do Norte-Nordeste a investir nessa tecnologia, razão pela qual registra hoje o maior número de exames realizados em Salvador.

 

 

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